Não teve jeito, fui obrigada a criar um blog só pra poder postar o seguinte trecho:
"Para os meus três anos, o mar, antes de ser paisagem, foi cheiro. Não era concha, nem espuma. Cheiro. Meu pai, antes de ser figura, gesto, bengala ou pura palavra, também foi cheiro. Ninguém tinha nome na minha primeira infância. A estrela-do-mar não se chamava estrela, nem o mar era mar. Só quando cheguei ao Rio, em 1916, é que tudo deixou de ser maravilhosamente anônimo." (Nelson Rodrigues, 4/12/1967)
Espero voltar em breve novamente. Bjx
Essa coisa, da existência ser cheiro, me fez lembrar a natureza eminentemente olfativa do Jean-Baptiste Grenouille, em 'Das Parfum, die Geschichte eines Mörders'. E essa outra coisa, de uma ligação visceral entre os poetas e as cidades, - ah, prá essa coisa eu só fiz suspirar, mesmo...
ResponderExcluirValeu, Cris! Bjo
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